Como é evidente que não se pode falar em arte visuais sem que haja algum elemento para que seja visualizado, o ensino de arte  tem o papel de proporcionar este momento de aprendizagem, em que o aluno deve ser conduzido pelo professor através das imagens, onde o aluno poderá penetrar no imaginário ou real, e fazer suas reflexões.

          Na era das telecomunicações, momento em que vivemos, é necessário que os professores atentam para a informática como forma de inovar os recursos didáticos, visto que o desenvolvimento "intelectual" entre aspas, por se tratar as vezes de um desenvolvimento  errôneo quando não há orientação. É normal que crianças entre 6 e 9 anos saibam lidar com computadores, porém muitas vezes de forma errada e prejudicial , este é um dos motivos para que os professores estejam atentos, incluindo os professores de arte, que devem renovar seus conhecimentos, tantos teóricos como práticos, aprendendo novas técnicas, não desprezando conhecimentos anteriores porém, agregando mais conhecimentos. 

         É notório que o mercado de trabalho é competitivo, e os que não se qualificam acabam por excluídos do mercado, e isso é claro que inclui também as áreas da arte como em qualquer área do conhecimento humano.

                        Etmologicamente o termo tecnologia provem  de técnica, cujo vocábulo latino techné quer dizer arte ou habilidade. Assim, a tecnologia é uma atividade voltada para a prática e para a arte. Refere-se a um saber fazer; é uma arte do fazer humano, diz Dubois (2006).

                       No dicionário OxFORD de   filosofia, o termo é traduzido em sua origem grega technê designando perícia ou arte relativa ao conhecimento de como fazer e produzir coisas.      


     CINEMA EDUCATIVO                  


Cinema na Escola: a vocação educativa dos filmes

Marialva Monteiro 1

"O ideal é que o cinema e o rádio fossem, no Brasil, escolas dos que não têm escolas."
(Roquette Pinto, 1936)
"A nossa televisão tem 50 anos de existência. Nesse tempo, ela poderia ter alfabetizado todo o nosso povo, contado a nossa história, criando um sentimento de nacionalidade."

(Fernando Barbosa Lima, 2002)

       Para se esboçar a história do Cinema Educativo entre nós, é importante remetermo-nos à  Lei nº378,  que cria o Instituto Nacional de Cinema Educativo, que refere, na Seção III - Dos serviços relativos àeducação - item 2) Instituições de educação escolar - Art. 40: "Fica criado Instituto Nacional de Cinema Educativo, destinado a promover e orientar a utilização da cinematographia, especialmente como processo auxiliar do ensino, e ainda como meio de educação popular em geral". Assinavam a lei o então Presidente Getúlio Vargas e o Ministro da Educação e Saúde Gustavo Capanema, na data de 13 de janeiro de 1937.

Neste mesmo ato, ficou "o Poder Executivo autorizado a despender, no exercício de 1937, com despesas de material necessário ao Instituto Nacional de Cinema Educativo a importância de quatrocentos mil reis (400:000$)". É curioso observar que, neste mesmo ano, a mesma lei destinava às "despesas necessárias ao desenvolvimento do theatro nacional a quantia de seiscentos mil reis"!

No Brasil, o início do emprego do cinema no ensino e na pesquisa científica pode ser datado de 1910, quando foi criada a Filmoteca do Museu Nacional. Em 1912, o professor Roquette Pinto trazia, da atual Rondônia, os primeiros filmes dos índios nambiquara. A partir de então, o cinema educativo começou a aparecer em diversos pontos do país.

Em 1933, foi criada, no então Distrito Federal, a Biblioteca Central de Educação, com uma Divisão de Cinema Educativo, para fornecer filmes às escolas públicas do Rio de Janeiro.

É bom lembrar que a criação do INCE, oficializada através da lei citada anteriormente, deve-se à figura de Roquette Pinto, que levou ao Ministério de Educação e Saúde a exposição de motivos para a criação do referido instituto, aprovada em 10 de março de 1936.

Competia ao INCE editar filmes educativos populares (standard, 35mm) e escolares (substandard, 16mm). Parágrafo único: Para desempenhar sua finalidade, o Instituto manterá uma filmoteca; divulgará os filmes de sua propriedade, cedendo-os por empréstimo ou por troca às instituições culturais e de ensino, oficiais e particulares, nacionais e estrangeiras.

Como seu primeiro diretor, Roquette Pinto dotou o INCE de uma filmoteca voltada para a preservação dos filmes brasileiros, e que já continha em seu acervo, no ano de 1943, 587 filmes em 16 e 35mm em permanente contato com escolas (232 escolas registradas). Contando com a colaboração do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos e das Secretarias de Educação dos estados, um prêmio, sugerido pelo diretor do INCE e instituído pelo Ministro de Educação, doava quatro filmes a toda escola que possuísse um projetor sonoro de 16mm.

Foi Roquette Pinto que escolheu Humberto Mauro para chefiar a seção técnica do INCE. Nessa função, Humberto Mauro realizou 230 documentários de curta-metragem.

Em 1966, criou-se o Instituto Nacional de Cinema - INC - que absorveu as atribuições do INCE. Dentro do INC, havia o Departamento do Filme Educativo que, nos seus dez anos de existência, apresentou algumas modificações. Nessa época, foi instituída a compra de direitos de contratipagem de produções independentes (20 filmes por ano), o que dava ao INC o direito à distribuição de várias cópias no circuito não comercial de escolas e demais entidades.

Após a fusão do INC com a Embrafilme, em 8 de fevereiro de 1976, o cinema educativo ficou a cargo do Departamento de Filme Cultural - DFC -, subordinado à Diretoria de Operações não-Comerciais. Em 1978, o DFC possuía um total de 721 títulos, tendo, às vezes, até 5 cópias de cada um. De janeiro a maio de 1978, o número de atendimentos foi de 980, com 2.257 cópias emprestadas.

Em 1990, o quadro que se apresentava era bem diferente. Os custos para produção, copiagem e distribuição passaram a ser alarmantes, o que fez mudar os rumos da Diretoria de Operações Comerciais da Embrafilme.

Paulatinamente, foram sendo abolidas as exibições gratuitas, permanecendo apenas em casos de projetos específicos pagos pelo agente patrocinador do evento. O realizador passa a ser o proprietário do seu filme, e a Embrafilme a se ressarcir do investimento na produção pela retenção prioritária das rendas do filme.

                                                                                                 

http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/dce/dcetxt4.htm

                     

CONVITE   

        

        Para juntos refletirmos acerca de como nossos jovens alunos estão se apropriando das tecnologias como meio de expressão no procersso de ensino/aprendizagem da arte digital, através da interconexão dos meios digitais e não digitais.


OBJETIVO DA REFLEXÃO

 

   

            Pensarmos se as ações arte/educativas que propomos aos nossos estudantes através da utilização dos meios intermidiáicos, se promovem de fato o desenvolvimento do pensamento digital crítico do universo digital em que eles estão inseridos.

Educação pelo Olhar: Aspectos das Tecnologias de Ensino Intuitivo e da Informática na Arte/Educação

 

           Como é de se notar claramente, as intenções políticas estão sempre em evidência, uma vez que desde os primeiros relatos do cinema educativo a preocupação primordial é citar os motivos políticos, ainda assim é importante ressaltar o quanto é importante a intervenção cinematográfica no contexto educacional, pois o que é visualizado é mais  fácil de ser entendido  do que apenas lido ou ouvido. Entretanto, não se pode colocar como sendo a verdade todo o aspecto visual, porque podemos ser enganados pela nossa percepção da imagem.

          A propósito do cinema, a série de artigos de Jean-Louis Comolli, "Techinique et idéologie", em que  uma das teses é a de que a evolução da linguagem  cinematográfica nada deve à preocupação   de semelhança ou de realismo, e se explica, em última instãncia, unicamente por considerações ideológicas gerais,já que os estilos cinematográficos são estritamente determinados pela encomenda social.


  


O Brasil com a mão na câmera

Julho 7, 2009 by Michell Niero  
Filed under A DITADURA DE CADA UM, BRASIL

No meio da multidão, fica difícil perceber a agressão sutil e contínua, de cima para baixo, à república e ao estado de direito no país das cabeças baixas

ditadura 300x177 O Brasil com a mão na câmeraHá quem diga que a verdadeira ditadura não dói e não mata. A opressão de verdade sabe se mexer e se aconchega aos poucos. Ela reside justamente entre as brechas deixadas pelo cidadão comum, que repete diariamente seus elogios ao silêncio, a omissão e a indiferença ao que é público. E isso justamente em um país onde a democracia ainda é uma novidade, e que por isso, precisaria do exercício do diálogo e da livre troca de ideias para saber como ela funciona na prática.

A democracia no Brasil é nova mas já chegou a sua maioridade.  Foi consagrada pela constituição de 1988, embora raramente seja exercitada pelo cidadão comum. Nas raras intervenções, vemos atos estabanados e passionais que resultam em cadeiras voadoras no professor, em vandalismo ao patrimônio público, a vitória pelo grito ou no tapa, por exemplo.


 

      A invisibilidade democrática 

         

Significado

DEMOCRACIA: é uma palavra de origem grega, formada por dois termos:
demos = povo e crato = poder. Assim, na origem da palavra, DEMOCRACIA
significa poder do povo. Logo, implica participação igualitária do povo nas
decisões quanto a sua vida. A rigor, DEMOCRACIA implica uma forma de
sociabilidade, uma forma de organização da vida social. Assim, DEMOCRACIA
funda-se numa ética, ou seja, DEMOCRACIA implica valores fundantes que lhe
dão ligitimidade. E dois são os valores fundantes da democracia: liberdade e
igualdade que garantem a possibilidade efetiva de participaçào.

Participação na DEMOCRACIA, exigindo igualdade de condições e de acesso

às possibilidades de escolha de alternativas
O início de tudo:
Entre os séculos VIII e V a.C., desenvolvem-se o esforço para a construção de
uma sociedade justa e a busca de um processo de pensamento racional, livre
de preconceitos, que vão resultar na democracia e na filosofia. A democracia
grega, principalmente a de Atenas, é o resultado de sucessivas lutas: primeiro,
ricos e comerciantes sem acesso ao poder contra a aristocracia hereditária
que o monopoliza; em seguida, as duas camadas acima que já compartilham
o poder contra as classes mais pobres.
A democracia representa um frágil e tenso equilíbrio entre as várias camadas
sociais que, apesar das divergências que as separam, adquirem todas o direito
de participação política.